terça-feira, março 21

Solidão

Devia ser meia-noite, pelo menos. Lua cheia lá fora. A porta à frente dele era a porta da sua casa. Ele abriu-a e olhou todo o comprimento do vestíbulo de entrada. Pendurou a gabardine no cabide. Não estava molhada. O céu estava descoberto. Via-se a lua por inteiro.
O som dos seus passos resoou dentro do seu corpo, que não era corpo, era uma casa vazia.
Era só o som dos seus passos e o silêncio.
A última porta à esquerda de quem entrava, era a porta do seu quarto. A porta à frente dele era a porta do seu quarto. Bateu na porta de madeira com os nós dos dedos, cerrados num punho. Perguntou, Está aí alguém?
Abriu a porta. Sentou-se na borda da cama. Fechou os olhos.
Não estava ninguém.

2 palavras urbanas:

  • Tantas vezes encontramos no recheio da casa, um lugar ermo, uma sensação eremítica.

    Ainda bem, que existe a lua e o seu encantador silêncio, ela sim, companhia resoluta.

    1 Bj*
    Luísa

    Por: Blogger Luísa Mota, às 3:20 da tarde  

  • Webdreamer

    Interessante texto!
    Há momentos na vida em que forçosamente é melhor não estar ninguém.
    Um abraço,

    Por: Blogger A.J.Faria, às 10:16 da tarde  

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